Magistério nas ruas por valorização, pela revogação do novo ensino, contra a violência às escolas

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Professoras, professores das redes estadual e municipais, da ativa e aposentados, estudantes, pais, mães, todas e todos em defesa da Educação estarão nas ruas nesta quarta, dia 26 de abril, na Greve Nacional da Educação. Em Sergipe, acontece a Marcha em Defesa da Educação, a concentração é a partir das 14h, na Praça da Bandeira, em Aracaju. O ato é organizado pelo Sintese e pelo Sindipema.

Pela manhã a partir das 9h, acontece assembleia da rede estadual no Cotinguiba Esporte Clube.

A defesa do piso salarial aplicado nas carreiras, por diretrizes nacionais de carreira para o magistério, a revogação do novo ensino médio, contra a violência às escolas, essa são as pautas de luta que serão levadas às ruas de Aracaju pelas professoras e professores da rede pública de todo o estado.

Valorização do magistério

Muito se fala da importância da educação pública em nosso país. Atualmente 80% dos estudantes da Educação Básica estão nas escolas públicas. Além de se garantir uma estrutura mínima é preciso considerar também que é fundamental que as trabalhadoras e trabalhadores da Educação possam contar com um piso salarial e uma carreira digna para atender crianças, jovens e adultos.

O direito a aplicação do piso na carreira é assegurado não só pela Lei 11.738/2008, mas também pelo artigo 206 da Constituição Federal pela Emenda Constitucional 53. A falta de regulamentação para as diretrizes da carreira abriu espaço para prefeitos e governadores retirarem direitos e achatarem as carreiras, como aconteceu em Sergipe com a rede estadual e em alguns municípios.

“Piso e carreira andam juntos, por isso estamos na luta para a reconstrução da carreira na rede estadual e também nas redes municipais onde elas foram destruídas. Essa é uma das principais bandeiras de luta das educadoras e educadores, sem piso e sem carreira não há valorização do magistério”, afirma o presidente do SINTESE, Roberto Silva dos Santos.

Revogação do Novo Ensino Médio

O que esperar de uma mudança em uma modalidade de ensino que foi implantada em meio a um golpe e que é defendida pelo empresariado? Só promessas e engodo. Avaliações, estudos, pesquisas mostram que mesmo em seu início, o propagado Novo Ensino Médio não cumpre a promessa que fez.

O que vemos é uma formação aligeirada e difusa para os filhos e filhas dos trabalhadores que estudam nas escolas públicas. O novo ensino médio não forma ninguém para a universidade e tampouco para o mercado de trabalho. É só mais um subterfúgio para tirar os pobres das universidades e abrir um mercado para os empresários da Educação.

Para o presidente do SINTESE é necessário muita luta política e pressão nas ruas em todo o Brasil exigindo do governo Lula a revogação do Novo Ensino Médio. “Os empresários pressionam de um lado e nós pressionamos do outro”, comentou.

Violência às escolas

Anúncios de monitoramentos por câmeras, rondas constantes de policiais, policiais nas escolas, criação de grupos de trabalho, telefones para denúncias, formação para saber como agir caso escolas sejam ameaçadas.

Na avaliação do sindicato, todas as ações que foram anunciadas pelo governo estadual e pelas prefeituras estão voltadas somente para a segurança pública e, para o SINTESE, esse não deve ser o único foco do poder público.

O dirigente ressalta que é fundamental que haja uma política pedagógica para o enfretamento ao extremismo, pois esse “ódio ao ambiente escolar” tem muito a ver com a escalada do ultraconservadorismo e do extremismo de direita no país associadas a falta de controle e criminalização desses discursos e práticas.

Para a direção do sindicato é preciso promover ações que envolvam toda a máquina pública, todas as secretarias, essas ameaças não com ‘criminosos que querem fazer mal a escola’ o debate precisa ser amplificado, as comunidades escolares precisam ser ouvidas, participarem do debate. Caso isso não aconteça essas situações de ódio ao ambiente escolar não serão sanadas.