Mobilização do magistério da rede estadual resulta em nota do governo sobre abono em 2023

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A manutenção do abono é para evitar queda na remuneração do magistério em 2023, mas a luta é pela recuperação da carreira

No final da tarde de ontem, 22, o governo do Estado soltou uma nota sobre a manutenção do abono para o magistério informando que o orçamento de 2023 já prevê o pagamento dos R$932,57.

Para o SINTESE a nota é fruto da mobilização do magistério da rede estadual, através do SINTESE, em várias frentes. Uma delas foi a aprovação de moção de apelo na XVII Conferência Estadual de Educação ocorrida nos dias 17 e 18 de novembro.
Concomitantemente o sindicato tem buscado dialogar com o governador eleito, Fabio Mitidieri, para que ele receba a direção do SINTESE com intuito de debater a retomada da carreira da rede estadual, destruída em março deste ano.

Em carta compromisso, o então candidato se comprometeu com o magistério pela manutenção do pagamento do abono “até a finalização da discussão e aprovação da nova carreira do magistério; propõe, ainda, a criação de comissão com o sindicato dos professores, para discussão da nova proposta da carreira do Magistério; além de garantir a ampliação da participação dos professores e demais trabalhadores da educação na elaboração das políticas educacionais”, diz o documento.

Considerando que a validade do pagamento do abono é até dezembro, a direção do SINTESE reforça que é fundamental que o Projeto de Lei seja aprovado até o final do mês de Janeiro de 2023 para não haver redução remuneração.

“Estamos no aguardo somente do agendamento dessa conversa com o governador eleito. A manutenção do abono é uma medida paliativa. É preciso o quanto antes iniciarmos o diálogo para a reconstrução da carreira do magistério estadual”, afirma o presidente do SINTESE, professor Roberto Silva dos Santos.