Paralisação da rede estadual: Em todo o estado professores e professoras mostram a força da luta

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No terceiro dia de paralisação da rede estadual de ensino a luta se expandiu para todo o estado de Sergipe. Professores e professoras do interior também mostraram sua força e na quinta-feira, dia 12, seis cidades, juntamente com a capital, disseram em uma só voz: “Xô Belivado”, “Xô deputados e deputadas que apoiaram o massacre contra o magistério”.

Os atos aconteceram nas cidades de Lagarto, Itabaiana, Propriá, Neópolis, Nossa Senhora da Glória e Estância

Professores e professoras foram as ruas e dialogaram com a população, nas praças e em semáforos, denunciando o massacre que o Governador Belivaldo Chagas cometeu contra a carreira do magistério da rede estadual, com a conivência de 14 deputados e deputadas sergipano

Direitos roubados

De uma só vez Belivaldo e 14 deputados e deputadas estudais conseguiram, a partir da aprovação de Leis, jogar uma pá de cal na carreira do magistério. Desde a aprovação de tais Leis pela Assembleia Legislativa, no dia 22 de março de 2022, professores e professoras tiveram o direito a Regência de Classe incorporados; sofreram o congelamento dos valores do triênio; foi também congelada a gratificação de professores e professoras que trabalham no tempo integral e, para completar, o governo igualou o salário de todos que estão em atividade.

Não satisfeito em seguir por dois anos confiscando 14% dos salários das aposentadas, Belivaldo ainda, dentro do seu “pacotão de maldades” de 2022, acaba com a paridade entre ativos e aposentados.

Os professores e professoras mostram também a população que o abandono que Belivaldo dedica a educação não atinge somente o magistério, mas também estudantes que sofrem em escolas sucateadas, sem alimentação escolar digna e com deficiência no transporte escolar. Uma dura realidade que, infelizmente, é compartilhada por estudantes da rede estadual de ensino de norte a sul de Sergipe.

A luta continua
Assim como em Aracaju, a população do interior do estado também manifestou seu apoio e solidariedade a luta dos professores e professoras.

E a luta não para por aí: no próximo dia 21 de maio, uma caravana de professores e professoras, mais uma vez vai tomar as ruas de Nossa Senhora da Glória para expor todas as maldades de Belivado Chagas contra o magistério de Sergipe, e também todos os deputados e deputados cúmplices dessas maldades.

“O que Belivado fez aos professores do estado de Sergipe deve ser exposto, os 14 deputados e deputadas que foram coniventes ao massacre de nossa carreira também. Seguiremos na rua na luta e todo o dia 22 de cada mês, até dezembro, vamos relembrar todas as maldades de Belivaldo e de seus aliados. Os professores e professoras não vão esquecer e não deixaremos a população do nosso estado esquecer. A resposta virá”, afirma a vice-presidenta do SINTESE, professoras Ivônia Ferreira.

Para não esquecer

Relembre os 14 deputados e deputadas que foram cumplices de Belivaldo Chagas no massacre contra a carreira dos professores:

Luciano Pimentel, Vanderbal Marinho, Zezinho Guimarães, Janier Mota, Maísa Mitidieri, Adailton Martins, Garibalde Mendonça, Zezinho Sobral, Francisco Gualberto, Jeferson Andrade, Gracinha Garcez, Capitão Samuel, Goretti Reis e Luciano Bispo.