SINTESE pede a constituição da mesa de negociação para iniciar debate sobre retomada da carreira do magistério

O SINTESE participou de audiência com representantes da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc) com o objetivo de tratar sobre a retomada da carreira do magistério da rede estadual de ensino, a partir da reabertura da mesa de negociação prometida pelo Governador Belivaldo Chagas, em setembro, deste ano. A audiência entre SINTESE e Seduc ocorreu no último dia 29 de outubro.

O Superintendente da Seduc, José Ricardo, se comprometeu, durante a audiência, em dialogar com o Governador e com o Secretário da Administração, que é o coordenador da mesa de negociação, para saber como será o processo de discussão com o SINTESE.

 A ideia é saber se o processo de negociação irá iniciar com a situação dos professores e professoras efetivos e da ativa, junto a Seduc ou se o diálogo já irá tratar, de uma só vez, da situação de efetivos e aposentados, envolvendo também o Sergipe Previdência. O representante da Seduc disse que irá dar um retorno para o SINTESE sobre a discussão o mais breve possível.

Outra reivindicação do SINTESE foi que toda a discussão possa ser feita ainda no ano de 2021. “Queremos que professores e professoras já saibam, ainda em 2021, como será a política de valorização a ser aplicada no ano de 2022. Esperamos que o processo se inicie o mais rápido possível, uma vez que o magistério de Sergipe vem a sete anos consecutivos sem receber a revisão do piso. Um processo que gerou destruição da carreira e empobrecimento de professores e professoras”, explica o vice-presidente do SINTESE, professor Roberto Silva.

Tempo integral e segundo vínculo

Ainda na audiência o SINTESE questionou ao Superintendente da Seduc sobre a situação dos professores e professoras que lecionam no Ensino Médio em Tempo Integral e que possuem dois vínculos. O Sindicato cobrou que a Seduc envie o quanto antes a Assembleia Legislativa de Sergipe (ALESE) um projeto que regularize a situação desses e dessas docentes.

“Não entendemos por que essa demora por parte da Seduc em enviar o projeto a Alese. Vemos com muita preocupação a indefinição dessa questão por parte da Seduc, já que professores e professoras que ministram aulas no ensino médio em tempo integral e possuem dois vínculos estão vivendo hoje uma situação de preocupação e insegurança. Isso precisa ser resolvido o quanto antes”, alerta o professor Roberto Silva.

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