Barra dos Coqueiros: professores e professoras fazem caminhada pelas ruas da cidade e pedem audiência com gestão municipal

No segundo dia de paralisação dos professores professoras da rede municipal da Barra dos Coqueiros, nesta quarta-feira, 18, a categoria mais uma vez ocupou as ruas da cidade.

Em caminhada, saída do trevo de entrada do município até a prefeitura, professores e professoras dialogaram com a população sobre os motivos destes dois dias de paralisação e também cobraram que o prefeito, Alberto Macedo, receba o SINTESE para a abertura de negociação do pagamento da atualização do piso salarial de 2022.

Até o presente momento o prefeito Alberto Macedo não apresentou nenhuma proposta para o pagamento da atualização do piso salarial de 2022. Os professores e professoras deveriam ter recebido a revisão em janeiro, conforme preconiza a Lei Nacional 11.738/2008, mas a gestão municipal não abre mesa de negociação com os representantes da categoria.

Não só o direito dos professores e professoras vem sendo negado, os filhos e filhas de trabalhadores da Barra dos Coqueiros, matriculados nas escolas municipais, também têm sofrido com o descaso dedicado a educação pela gestão do Prefeito Alberto.

As escolas municipais precisam de reforma; a alimentação escolar é insuficiente; falta material pedagógico e didático para professores e professoras trabalharem em sala de aula; reformas paradas e estudantes sem aulas; falta material de limpeza e álcool; ônibus escolares precisam de manutenção; todas as escolas precisam de biblioteca; a rede elétrica de todas as escolas precisa ser trocada para que os aparelhos de ar-condicionado (que já foram comprados) serem instalados. Para completar a prefeitura ainda comprou livros didáticos desatualizados, que não cumprem com a BNCC.

“São muitos os problemas que enfrentamos na Barra do Coqueiros. Já estamos no mês de maio e a gestão municipal até agora não apresentou proposta para o pagamento da atualização do piso de 2022. As escolas estão em situação precária o que prejudica o processo de ensino e aprendizagem. A alimentação escolar é insuficiente, muitos professores se cotizam para comprar temperos; muitos professores tiram do próprio bolso para comprar materiais para suas aulas, temos mais de 200 alunos que ainda não estão estudando por conta de reforma de escola parada. Estamos vivendo um cenário de abandono, por isso paralisamos nossas atividades. O SINTESE está aberto ao diálogo e a negociação. Esperamos que o prefeito Alberto atenda as nossas demandas: valoriza professores e respeite nossos direitos e também dos nossos estudantes”, coloca a delegada Sindical da Barra dos Coqueiros, professora Márcia Hora.

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