Propriá quer retomar aulas presencias, mas professores e professoras reafirmam greve pela vida

Em audiência com representantes da Secretaria Municipal de Educação de Propriá, ocorrida nesta segunda-feira, dia 21, o SINTESE reafirmou que professores e professoras da rede pública de Sergipe seguem em greve pela vida.

Durante a audiência, o Secretário de Educação do município, Glaedson Novais, apresentou uma proposta de retomada das aulas presenciais, de forma híbrida, para o dia 5 de julho. Diante da proposta as representantes dos professores fizeram questão de mais uma vez colocar que o retorno às aulas presenciais só é possível com garantia de medidas de segurança sanitária.

Professores e professoras da rede estadual e das redes municipais de Sergipe estão em greve desde o dia 10 de maio. A categoria defende que o retorno às aulas presenciais só pode ocorrer diante da vacinação de todos os trabalhadores e trabalhadoras da educação; testagem em massa de estudantes; garantia de condições sanitárias nas escolas; e adoção de protocolo de segurança para casos de Covid-19 na escola.

Vale ressaltar, que mesmo com a greve, professores e professoras seguem ministrando suas aulas de forma remota, através de aplicativos online.

A diretora do departamento de bases municipais do SINTESE, professora Emanuela Pereira, faz questão de lembrar que prefeitos, prefeitas e secretarias municipais de educação de todo estado receberam ofício do SINTESE que informava sobre a greve dos professores e sobre as condições da categoria para a retomada das aulas presenciais.

 “A audiência foi curta, pois não havia o que se debater: Estamos em greve pela vida. Não podemos expor estudantes, professores, professoras, funcionários das escolas e os familiares de todos nós a um vírus que já tirou a vida mais de 500 mil brasileiros. Seguimos batendo, na tecla que aulas presenciais somente com segurança, vidas não podem ser repostas. O momento ainda é crítico em nosso país e em nosso estado. Reabrir as escolas, retomar as aulas presenciais, sem a imunização dos trabalhadores da educação, segurança sanitária e sem a adoção de protocolos sérios é fazer pouco caso da gravidade do que estamos vivenciando, é contribuir para ampliar essa tragédia”, afirma a dirigente do SINTESE.  

Na próxima sexta-feira, 25, professores e professoras de Propriá se reunirão, de forma virtual, em assembleia.

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