Transporte escolar de Malhador e Itaporanga é denunciado no Jornal Nacional

Veja matéria exibida no Jornal Nacional sobre as dificuldades de estudantes das redes municipais de Itaporanga e Malhador no uso do transporte escolar. A situação já havia sido denunciada pelo SINTESE.

Com todos os desafios que o Brasil tem pela frente na área de educação, estudantes do interior sergipano estão sofrendo para chegar às salas de aula. A reportagem é de Carla Suzanne e Zé Mário.

A mesma direção no horário de sempre. Estudantes da zona rural seguem o caminho da escola, uma dura rotina, debaixo de um sol de quase 40°C. Meia hora até a parada de ônibus e quando ele chega nunca está como deveria.

“A gente toma banho e chega na escola todo suado. Às vezes, não dá nem gosto da pessoa ir para a escola”, contou o estudante Douglas Alves.

No município de Itaporanga d’Ajuda, o veículo pago pela prefeitura não serve só aos estudantes. “Esse horário, pega as pessoas, leva para o povoado e traz os alunos pra cá”, disse a dona de casa Miralda Santos.

Mais ao norte do estado, em Malhador, crianças e adolescentes vão para a escola em ônibus com lataria danificada, poltronas destruídas, tudo é muito ruim. Faltam vidros nas janelas e cintos de segurança. “Esse ônibus é bem complicado porque a pessoa vai se sentar e não tem lugar certo para se sentar. Não tem como a gente ir no ônibus escolar assim”, afirmou a estudante Lígia Maria Castro.

Todos os dias de segunda a sexta, pela manhã ou pela tarde, o mesmo sacrifício para mais de 50 crianças e adolescentes, e quando falta espaço o jeito é seguir apertado. O ônibus tem capacidade para 45 passageiros, mas leva 60. “Sempre é assim e, às vezes, até pior quando vem mais gente”.

A viagem dura longos 40 minutos. Só mesmo uma boa causa para não abandonar os estudos. “Conseguir um objetivo melhor nessa vida para a gente. Querer ser alguém no futuro, arrumar um bom emprego”.

A prefeitura de Malhador informou que o transporte dos estudantes é terceirizado e que vai pedir a substituição dos ônibus à empresa responsável.

O secretário-geral de Itaporanga d´Ajuda, Edvaldo Moraes, considera normal que o ônibus seja usado pela população quando não está levando estudantes.

O Código Brasileiro de Trânsito determina que os ônibus usados no transporte escolar tenham cintos de segurança.

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