Umbaúba: problemas graves têm afetado a rede municipal de ensino

A comunidade escolar da rede municipal de ensino da cidade de Umbaúba tem enfrentado sérios problemas na gestão da prefeita Juliana Cardoso Gomes, desde infraestrutura inadequada a retirada de gratificações.

A comunidade da Escola Municipal Adelvan Cavalcanti Baptista vem sofrendo com a falta de infraestrutura adequada desde o ano de 2024. Mudou-se o prefeito, mas os problemas continuaram. A escola entrou em reforma no ano passado e foram locados outros dois prédios para que as atividades continuassem acontecendo e os alunos não ficassem sem aulas.

A questão é que um dos prédios, o Anexo Martins Fontes não tem condições de funcionamento por falta ventilação adequada, o que tem levado alunos e professores ao adoecimento, além de prejudicar o aprendizado. As promessas de adequações vêm se estendendo desde a gestão anterior.

Como nada foi feito, a direção da escola suspendeu as aulas no último dia 5 de maio e, desde então, filhos e filhas de Umbaúba estão sem aula, prejudicando o processo de ensino-aprendizagem e afetando o futuro de meninos e meninas que estudam na escola.

Readaptados

A atual gestão municipal fez um corte na gratificação da atividade pedagógica de professores readaptados por laudos médicos. Segundo o secretário de Educação do município, Moises Augustinho dos Santos, não há atividade pedagógica a serem desenvolvidas por estes professores e que o processo de readaptação destes profissionais agora vai passar por uma junta médica do município, que até o momento não foi criada, ignorando laudos médicos e decisões do INSS.

Contraditoriamente, a gestão municipal tem readaptado outros professores em situações similares, além de contratar outros profissionais para realizar as atividades pedagógicas que o secretário de Educação disse não existir. O secretário diz ainda que estes professores devem exercer funções técnico-administrativas, sendo algo não previsto no plano de carreira do magistério em Umbaúba.

Servidor público

E não são apenas os trabalhadores e as trabalhadoras da educação municipal que estão sofrendo. Os servidores públicos de Umbaúba têm pleiteado um reajuste salarial de 7,5% e a prefeita Juliana fez uma contra-proposta de apenas 1,9%.

Em assembleia geral, a categoria rejeito a proposta da gestão, pois não repõe nem a inflação e deliberou por paralisações, iniciando com um dia na primeira semana, dois dias na segunda semana e três dias nesta semana. Ainda assim, a prefeita não deu posicionamento algum.

O SINTESE segue firme na luta em defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade, e em defesa do trabalhador e da trabalhadora.

spot_img

Últimas

Nota de solidariedade aos estudantes que realizaram ato em frente à UFS, no dia 8 de outubro

O SINTESE vem por meio desta nota se solidarizar...

Greve da rede estadual completa um mês: professoras e professores marcham em defesa da carreira

Nesta quinta-feira, 8 de outubro, a greve das professoras...

Quem venceu a ação no STF?

Por:Henri Clay Andrade* Publicado em: Hora News  Os professores da rede...

Pacatuba: faltam carteiras em escola e alunos assistem às aulas sentados no chão

Professoras e professores da Escola Municipal de Ensino Fundamental...
spot_imgspot_img

Após a greve, professores reafirmam compromisso com a reposição das aulas, respeitando realidade e autonomia

Após a greve e com o retorno às aulas, o SINTESE, nesta terça-feira, dia 13, teve reunião com o Departamento de Inspeção Escolar, da...

Nota de solidariedade aos estudantes que realizaram ato em frente à UFS, no dia 8 de outubro

O SINTESE vem por meio desta nota se solidarizar a estudantes, militantes e apoiadores da campanha de reeleição do Presidente Lula, no 2° turno,...

Greve da rede estadual completa um mês: professoras e professores marcham em defesa da carreira

Nesta quinta-feira, 8 de outubro, a greve das professoras e professores da Rede Estadual de Ensino completa um mês. Para marcar essa data, a...