A luta do magistério é pelos nossos direitos: Piso, Carreira e rateio das sobras dos recursos da Educação

No programa de Tv e Rádio intitulado “Papo Reto” exibido nesta quarta, dia 22, o governador Belivaldo Chagas tenta desconstruir a luta histórica do Magistério pelo Piso e Carreira e colocar a população sergipana contra os professores e professoras da rede estadual ao afirmar que o SINTESE só fala em “reajuste do piso e rateio de recursos”.

Essa posição política do governador é resultado de quem negando os direitos do Magistério Estadual e um desserviço ao tentar colocar a população sergipana contra a luta dos professores e professoras por valorização e dignidade no seu trabalho.

O governador Belivaldo Chagas acompanha a luta do SINTESE em defesa do Piso e da Carreira desde que ele foi secretário de Educação da gestão de Marcelo Déda, vice-governador e agora governador. 

E que a luta do SINTESE tem sido de buscar o diálogo e alternativas para que o reajuste do piso seja aplicado respeitado a carreira do magistério (Lei Complementar nº61 de 2001).

Foram diversos ofícios solicitando audiências, atos públicos, marchas, greves e ocupações. Todas as essas ações com o objetivo de fazer com o governo pagasse essa dívida com os professores e professoras, que cumprisse a lei do piso (que estabelece reajustes anuais) e a lei que regulamenta a carreira do magistério da rede estadual.

O desrespeito a carreira do magistério começou em 2012, quando o reajuste de 22,22% não foi aplicado para todos, desde então o governo tem feito uma “conta de chegar” somente alinhando o vencimento inicial dos professores com o valor do piso vigente.

Oito anos se passaram e só nos anos de 2013 e 2014 que os reajustes foram aplicados na carreira e em 2018 que houve uma tímida política de retomada, mas mesmo isso já foi corroído com os índices de reajustes dos anos subsequentes.

A realidade dos professores e professoras que ministram aulas nas escolas estaduais é: como os reajustes dos anos de 2012, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019 e 2020 não foram aplicados respeitando o plano de carreira, gerou uma “aberração” onde professores com formação e Nível Médio recebem o mesmo vencimento inicial de um professor com Mestrado e quase 25 anos de carreira.

A retomada da carreira é uma luta histórica do SINTESE e nunca abrimos mão dela. Seguiremos firmes na luta em defesa do reajuste do Piso, da Carreira do Magistério e da aplicação dos recursos da Educação como determina a Lei, inclusive com o rateio das sobras dos recursos resultado da política da negação do reajuste do piso na carreira como manda a lei.

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