Revista Paulo Freire destaca projetos culturais e os ataques à democracia

Escola Sem Partido, reforma do Ensino Médio que apenas Revista Paulo Freire 43aprofunda os problemas, constantes ataques aos direitos dos profissionais do magistério e toda a classe trabalhadora. O golpe que retirou a Presidenta democraticamente eleita se mostra, como já apontávamos, um verdadeiro golpe não apenas contra Dilma ou contra o PT, mas um golpe contra a Democracia, contra as liberdades e conquistas democráticas e contra os direitos da população.

 

Na Educação, uma das áreas com maior capacidade de proporcionar criticidade aos indivíduos e à coletividade, visualizam-se investidas que tentam retirar o seu caráter democrático e transformador e buscam tornar o ambiente educacional um espaço acrítico de mera reprodução da lógica capitalista.

 

Nesse cenário de dificuldades para todos os setores envolvidos na Educação brasileira e para o conjunto da classe trabalhadora que ganham importância a denúncia, o repúdio e o enfrentamento a todas as medidas que, na contramão da democracia, pregam o autoritarismo e o pensamento único nas escolas e em todos os espaços de produção educacional.

 

Esses são os objetivos principais desta edição da Revista Paulo Freire: denunciar os ataques contra estudantes, professores e a escola e defender um modelo de educação democrático e popular.

 

Nas próximas páginas, publicamos um artigo do professor Otaviano Helene, em que analisa o cenário da educação pós-golpe e aponta perspectivas nada animadoras para os próximos anos, a menos, como ele próprio diz, “que haja uma mobilização suficientemente intensa na defesa da educação pública, da superação das desigualdades e no enfrentamento dos usurpadores da democracia”.

 

Analisando os propósitos do Escola Sem Partido, Joana Vasconcelos, em artigo também aqui publicado, ressalta que o “nosso sistema educacional público vive um estado de exceção permanente que nos acostumamos, ingenuamente, a chamar de ‘crise’”.  Como saída, ela acredita que, inicialmente, “cabe aos educadores promover a diversidade como um valor intrínseco à democracia e não reproduzir particularismos familiares”.

 

Também nesta edição, uma entrevista com a professora Marise Ramos, da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio –  EPSJV/Fiocruz, sobre a MP 746, que modifica o Ensino Médio. Marise analisa a medida ponto a ponto e explica porque a reforma apresentada pelo governo nem de longe resolve a situação do ensino médio brasileiro, pelo contrário, reforça as desigualdades e relega a maior parte dos jovens uma formação mínima e precarizada.

 

Por fim, na defesa de uma educação democrática e popular, apresentamos experiências pedagógicas feitas por professores e professoras de Sergipe, que – alinhando arte, cultura e educação – têm transformado o ambiente escolar. Essas experiências foram apresentadas no 1º Encontro de Educação, Cultura e Arte, promovido pelo SINTESE, que também tem um relato nessa edição.

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Escola Sem Partido, reforma do Ensino Médio que apenas aprofunda os problemas, constantes ataques aos direitos dos profissionais do magistério e toda a classe trabalhadora. O golpe que retirou a Presidenta democraticamente eleita se mostra, como já apontávamos, um verdadeiro golpe não apenas contra Dilma ou contra o PT, mas um golpe contra a Democracia, contra as liberdades e conquistas democráticas e contra os direitos da população.

Na Educação, uma das áreas com maior capacidade de proporcionar criticidade aos indivíduos e à coletividade, visualizam-se investidas que tentam retirar o seu caráter democrático e transformador e buscam tornar o ambiente educacional um espaço acrítico de mera reprodução da lógica capitalista.

Nesse cenário de dificuldades para todos os setores envolvidos na Educação brasileira e para o conjunto da classe trabalhadora que ganham importância a denúncia, o repúdio e o enfrentamento a todas as medidas que, na contramão da democracia, pregam o autoritarismo e o pensamento único nas escolas e em todos os espaços de produção educacional.

Esses são os objetivos principais desta edição da Revista Paulo Freire: denunciar os ataques contra estudantes, professores e a escola e defender um modelo de educação democrático e popular.

 

Nas próximas páginas, publicamos um artigo do professor Otaviano Helene, em que analisa o cenário da educação pós-golpe e aponta perspectivas nada animadoras para os próximos anos, a menos, como ele próprio diz, “que haja uma mobilização suficientemente intensa na defesa da educação pública, da superação das desigualdades e no enfrentamento dos usurpadores da democracia”.

 

Analisando os propósitos do Escola Sem Partido, Joana Vasconcelos, em artigo também aqui publicado, ressalta que o “nosso sistema educacional público vive um estado de exceção permanente que nos acostumamos, ingenuamente, a chamar de ‘crise’”.  Como saída, ela acredita que, inicialmente, “cabe aos educadores promover a diversidade como um valor intrínseco à democracia e não reproduzir particularismos familiares”.

 

Também nesta edição, uma entrevista com a professora Marise Ramos, da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio –  EPSJV/Fiocruz, sobre a MP 746, que modifica o Ensino Médio. Marise analisa a medida ponto a ponto e explica porque a reforma apresentada pelo governo nem de longe resolve a situação do ensino médio brasileiro, pelo contrário, reforça as desigualdades e relega a maior parte dos jovens uma formação mínima e precarizada.

 

Por fim, na defesa de uma educação democrática e popular, apresentamos experiências pedagógicas feitas por professores e professoras de Sergipe, que – alinhando arte, cultura e educação – têm transformado o ambiente escolar. Essas experiências foram apresentadas no 1º Encontro de Educação, Cultura e Arte, promovido pelo SINTESE, que também tem um relato nessa edição.

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