CUT e trabalhadores vão soltar o Grito contra privilégios no 7 de Setembro

A Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE) convoca os sindicatos e trabalhadores a participarem, no dia 7 de setembro, sexta-feira, do desfile de protestos e denúncias na 24ª edição do Grito dos Excluídos, que neste ano traz o lema ‘Desigualdade gera violência: basta de privilégios’. A concentração será a partir das 9h da manhã na Catedral Metropolitana, na Pça Olímpio Campos, Centro de Aracaju.

O Grito dos Excluídos deste ano quer chamar a atenção da sociedade para a questão da desigualdade social, cada vez maior entre os poucos endinheirados e os milhões de despossuídos. O vice-presidente da CUT/SE, Plínio Pugliesi, destaca a singularidade do ato deste momento: “Neste ano, a principal bandeira de luta que os sindicatos irão levar para as ruas é a reconstrução da democracia no Brasil. Pois, desde o golpe de 2016, a estratégia dos mais ricos do Brasil era derrubar um governo que foi eleito para abrir o caminho pra destruir os direitos trabalhistas, baratear a mão de obra e, assim, tornar os ricos mais ricos. De lá pra cá, o judiciário abandonou a justiça e os trabalhadores estão pagando a conta desse golpe com mais suor, sofrimento e até fome. Só quando o povo reconquistar a democracia e puder escolher o presidente que quiser, os direitos destruídos serão refeitos”.

Sobre o Grito

Iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nos dias 7 de Setembro, a manifestação do Grito dos Excluídos reúne diversas organizações dos movimentos sindical e social comprometidos com as causas dos excluídos. Em Sergipe, em todos os anos, começa com uma celebração inter-religiosa na Catedral Metropolitana de Aracaju. Em seguida, as lideranças do movimento sindical e social seguem em marcha até a Av. Ivo do Prado de onde iniciam o desfile de protesto na Av. Barão de Maruim.

A proposta surgiu no Brasil no ano de 1994. E o 1º Grito dos Excluídos foi realizado em setembro de 1995, com o objetivo de aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade do mesmo ano. Em 1999 o Grito rompeu fronteiras e estendeu-se para as Américas.

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