
Começa-se o dia 02 de maio com mais um caso de feminicídio noticiado pela imprensa sergipana. A professora Andréa Monte Santo Belizário foi assassinada em frente ao seu local de trabalho pelo seu ex-marido, Jeferson Souza, bombeiro militar.
Andréa é mais uma vítima de um modo de pensar que, em pleno século 21, ainda enxerga as mulheres como objetos. A possessividade que ainda acomete diversos homens de que precisam exercer um controle sobre suas ex-parceiras de vida e caso isso não aconteça, preferem tirar-lhes a vida.
O assassinato em si já nos causa choque, repulsa e repúdio, mas esse sentimento fica ainda mais forte ao vermos que o assassino foi um agente do Estado, uma pessoa que recebia suas remunerações a partir de impostos pagos por toda a população.
A morte de Andréa justo neste 02 de maio é emblemática, pois neste mesmo dia, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves recebe o título de cidadã sergipana na Assembleia Legislativa. Uma pasta que em 120 dias não apresentou nenhum projeto que busque acabar com o feminicídio, mostra que não está preocupada com o assassinato contínuo das mulheres brasileiras. O ministério, obviamente, é reflexo do próprio governo que tem na liberação do porte de armas a única medida para combater a violência.
Mesmo nesse cenário urge de cada um de nós, mulheres e homens que respeitam a vida e a liberdade, enfrentarmos isso. Cobrando dos agentes públicos, sejam eles municipais, estaduais ou federais políticas que busquem acabar com o machismo, com a misoginia com o preconceito.
Mas também é uma tarefa nossa, seja em nossos espaços de trabalho, em nossas famílias, nas ruas em buscar uma mudança de mentalidade. Não podemos deixar que a morte de milhares de mulheres seja em vão.
O SINTESE externa sua solidariedade à família e aos amigos da professora Andréa e repudia toda e qualquer violência contra a mulher.











