Ana Lúcia propõe reflexão sobre sequestro de Cristielane

O drama da vendedora Cristielane Caetano Mota Santos, 21 anos, que desde as 9h da segunda-feira, dia 18, é mantida em cárcere privado sob a mira do revolver calibre 38, de seu ex-marido, foi debatido pelos deputados na Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira, 19. Os parlamentares procuraram compreender de que maneira os Poderes Públicos e autoridades competentes podem atuar para interferir em conflitos súbitos desta natureza.

A deputada Ana Lúcia (PT) defendeu que este tipo de problema demanda uma reflexão social bastante profunda e não cabe espaço para criticar o governo. Ana Lúcia também alerta que o espetáculo midiático além de não ajudar, atrapalha bastante. “O avanço da tecnologia, que possibilita o recurso de reprodução da imagem e do som, faz com que a aparência ganhe mais ênfase que a própria essência da realidade. Então a saída, com certeza, não é a formação deste espetáculo que pode estimular ações parecidas e se transformar num modelo, numa referência para quem está com problema assistindo o que está acontecendo. Temos que fazer o contrário”, criticou a deputada.

A deputada citou o exemplo da tragédia que aconteceu em Realengo, no Rio de Janeiro, em que a Prefeitura do Rio de Janeiro agora colocou 600 assistentes técnicos à disposição dos profissionais de escolas. “Isso não aconteceu por culpa dos profissionais da escola e não é algo que ocorre sempre. Nós não podemos transformar isso numa paranóia, é uma exceção o que aconteceu. E se aconteceu é porque o Estado Brasileiro tem que valorizar a educação do seu povo. E a educação não está restrita às escolas, mas à vida social, ao trabalho, a atuação junto aos sindicatos, às igrejas. Isso passa por várias instituições”, avaliou a professora Ana Lúcia.

Segundo a deputada Ana Lúcia, a Assembleia Legislativa de Sergipe pode buscar dialogar com a sociedade e não encerrar a discussão sobre o tema no Plenário. A deputada sugeriu a formação de mesas redondas e o aproveitamento da visibilidade pública concedida pela TV Alese para desconstruir o espetáculo midiático sobre o assunto através da reflexão.

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