Estudantes do Colégio Estadual Prof. Gonçalo Rollemberg protestam

Na manhã desta terça, 12, estudantes do Colégio Estadual Prof. Gonçalo Rollemberg fizeram um protesto em frente à unidade de ensino. Os estudantes reclamam que o atual prédio não tem condições de abrigar a escola.

“Não há a mínima condição de ter aula aqui, o prédio sequer comporta todos os alunos”, disse Raiane Santana, estudante do terceiro ano.

A falta de espaço do prédio faz com que ao invés de terem o turno integral, que é oferecido pela escola, as aulas são ministradas em forma de rodízio, alguns pela manhã e outros pela tarde.

O ato dos estudantes foi acompanhado pelo vice-presidente do SINTESE, Roberto Silva dos Santos e pela USES – União Sergipana dos Estudantes Secundários e UBES – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

Seduc não quer pagar aluguel de novo prédio

Em diálogo com os estudantes descobriu-se que os a escola não foi alocada para um novo prédio porque a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura – Seduc não quer pagar o valor do aluguel de um prédio que atende as atuais necessidades da escola.

O prédio original do colégio está me reforma desde março do ano passado, como ainda se estava em aula remota, a Seduc solicitou que a gestão da escola procurasse um prédio e o atual foi encontrado, até aí não havia problema, pois não havia necessidade de se ocupar todas as salas.

Entretanto como as aulas presenciais para o Ensino Médio foram iniciadas em setembro, os problemas de espaço começaram. Como solução temporária, a escola adotou o sistema híbrido e com turmas fazendo rodízio (uma parte estudando pela manhã e outra pela tarde), mas para o ano letivo 2022 a situação atual não resolve o problema dos estudantes, pois o ensino integral não é oferecido.

“Muitos estudantes tiveram problemas para acessar internet, seja por não terem franquia ou por não terem celulares ou computadores. As aulas agora são 100% presenciais e os estudantes estão em seu direito de exigir que elas sejam feitas em um prédio adequado”, disse Lizandra Dawany presidenta da USES.  

Um prédio que atenda as necessidades da escola já foi encontrado, mas a Seduc não quer pagar o valor apresentado pelo proprietário. Pois, de acordo com a CEHOP avaliou que o aluguel não deve passar de R$98 mil mensais, mas a Cúria Metropolitana (Igreja Católica) só aluga o prédio por R$150 mil.

Após a conversa ficou definido que uma reunião acontecerá na próxima segunda, dia 18, às 11, na Seduc com a participação da equipe diretiva, do conselho escolar, de uma comissão dos estudantes, do SINTESE e da USES e UBES para que o problema seja resolvido.  

Para o vice-presidente do SINTESE é preciso que a Seduc procure o Tribunal de Contas para que o órgão autorize o pagamento do aluguel, pois o mais importante é a garantia de que os estudantes possam ter o seu direito que é estudar em tempo integral.

“Vamos cobrar que a Seduc procure o conselheiro do TCE a qual a secretaria presta contas para autorizar o pagamento do aluguel, pois o mais importante é o papel social e constitucional da Seduc que é garantir o direito à Educação dos estudantes e atualmente isso não está sendo cumprido. O que é, em nossa avaliação, gravíssimo”, disse Roberto.

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