Governo de Sergipe manipula informações e usa fake news para jogar a sociedade contra o magistério

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Sobre os professores e professoras da rede estadual o governo de Sergipe quer se valer de uma máxima onde “uma mentira contada várias vezes vira verdade”.

Semana passada em reposta a paralisação dos professores e professoras da rede estadual e dos atos promovidos na capital e no interior, o governo de Sergipe postou nas redes sociais que Sergipe tem a 3ª maior remuneração do magistério.

Mas o governo não diz que essa remuneração, leia-se salário bruto, é fruto da contabilidade criativa para fingir a sociedade sergipana, e brasileira, que paga a atualização do piso de 2022.

Essa contabilidade incorporou a regência de classe ao vencimento inicial, congelou o triênio, congelou a gratificação dos professores e professoras que trabalham nas escolas em tempo integral e criou um abono que só vale até dezembro e não incide em aposentadoria, férias ou décimo terceiro, ou seja, quando chegar em janeiro de 2023 o salário dos professores será menor que em dezembro de 2022.

Incorporação de regência não é salário e abono não é atualização. Como diz a sabedoria popular, o governo Belivaldo fez “cortesia com o chapéu alheio”.

Isso sem contar que ao não cumprir a lei do piso e fazer as atualizações respeitando a carreira, o professor ou professora não importa a formação que tem (seja nível médio ou doutorado) ou quanto tempo de serviço tenha (seja 6 anos ou 30 anos) recebe o mesmo salário.

Qual o estímulo que o professor ou professora tem para se qualificar melhor?! Nenhum, pois ninguém pense que fazer uma pós-graduação, ou mestrado ou doutorado são situações tranquilas, exige muita dedicação e investimento para no final não ter nenhum retorno.

Para os aposentados, extinguiu a igualdade com os salários da ativa quando só aplicou 10,16% dos 33,24% que deveria ter aplicado e ainda desconta 14% das aposentadorias o que acarreta um desconto de quase R$800 mensais.

“O que o governo do Estado quer fazer é ludibriar a sociedade sergipana ao dizer que paga bem aos professores das escolas estaduais. Isso não é verdade. O que o magistério vive hoje é um processo de desvalorização salarial, esvaziamento pedagógico quando a Seduc segue a cartilha de instituições privadas e os estudantes são privados do que têm direito e massacra os aposentados”, afirma o presidente do SINTESE, Roberto Silva dos Santos.

Reações

A reação dos professores e professoras à postagem nas redes sociais foi rápida e certeira.

Por que não falam que depois de dezembro, os professores que estão em sala de aula vão perder um abono de 900 reais? Por que não falam que o salário inicial de um professor de nível II, III, IV, V são iguais, ou seja, quem tem mestrado e doutorado tem salário igual a quem só fez a graduação”, Ana Araújo Góis.

“Mais uma mentira retira todos os direitos acaba com a carreira do professor, divide a categoria e vem zombar com a cara do professor. Chega de tantas humilhações” Ezequiel Lealdo

“O que mais impressiona é que nenhum professor recebe o que esse governo publica. Não paga direitos, não respeita Leis, não respeita aposentados, não respeita trabalhador, não tem compromisso com educação é uma farra de CC e contratos diante da incapacidade de gerir para o povo. Preferem gastar nosso dinheiro com propagandas enganosas ao invés de remunerar quem trabalha e constrói o futuro do país. Destruidores da educação e da nação brasileira são esses políticos arrasados, violentos e desprezíveis”. Fabio Mota