Professores de Simão Dias são impedidos de entrar no prédio da prefeitura

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No primeiro dia da agenda de luta da paralisação, os professores e professoras de Simão Dias foram surpreendidos com a ação da Guarda Municipal, orientada pela administração, de impedir que os integrantes do magistério entrassem no prédio, que por sinal, é público.

“Ficamos surpresos com a ação da Guarda Municipal, mas isso não vai fazer com que os professores e professoras das escolas municipais de Simão Dias esmoreçam da luta. Estamos lutamos por nossos direitos”, afirma a Lúcia Morais, coordenadora geral da subsede do SINTESE na região Centro-Sul.

Mesmo sem ter como entrar no prédio, os professores ficaram em frente à prefeitura enquanto a professora Lúcia Morais e o presidente do SINTESE, professor Roberto Silva dos Santos dialogavam com o secretário municipal de Controle Interno.

Ficou agendada para amanhã, dia 26, às 9h uma reunião com integrantes da equipe técnico-financeira do município e o SINTESE para confrontarem estudos e construir a viabilidade do pagamento da atualização do piso. Durante a reunião, os professores realizam vigília.

Até o momento a única proposta apresentada pela administração de Cristiano Viana retira reduz drasticamente os percentuais da gratificação por formação acadêmica, o que traz imensos prejuízos financeiros para os professores e desestimula a qualificação profissional.

É sempre bom lembrar que a lei do piso tem como objetivo valorizar o trabalho profissional do professor e da professora e não pode ser usada como justificativa para alterar planos de carreira e retirar direitos do magistério.