Professoras e professores das escolas de tempo integral fazem ato em frente à Seduc no próximo dia 16

 

Na ocasião os docentes das escolas com tempo integral protocolam documento com os problemas das unidades de ensino e os ocasionados pela nova portaria

Em plenária virtual realizada na última terça, dia 08, as professoras e professores que atuam nas escolas com Ensino Médio em Tempo Integral – EMTI realizam ato na próxima quarta, dia 16, a partir das 8h, em frente à Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura.

Outra deliberação dos educadores e educadoras é a confecção de uma carta onde serão apresentados os problemas enfrentados pelas escolas que oferecem a modalidade em tempo integral e as consequências e prejuízos para a atuação docente da Portaria nº 4723 publicada no dia 03 de novembro.

A portaria estabelece que a carga horária daqueles que atuam nas escolas de Ensino Médio em Tempo Integral é de 40h, para quem tem um vínculo, subdividindo-as em 30h em sala de aula e 10h em atividades pedagógicas.

Tal estipulação é distinta da estipulada pelo Plano de Carreira e Remuneração do Magistério – PCRM (Lei Complementar 61/2001) e coloca em risco não só a carga horária de quem atual no integral, mas de toda a rede. “Não podemos naturalizar mudanças que violam a legislação que rege a carreira do magistério em Sergipe. É preciso resistir e garantir a manutenção do nosso direito”, disse Roberto.

O PCRM preconiza que os professores e professoras da rede estadual têm sua carga horária organizada com 25h (62,5%) em sala de aula e as demais 15h (37,5%) em atividades pedagógicas.

Outro problema diz respeito às “horas em atividade” de quem tem dois vínculos, a portaria não apresenta como essas horas serão ministradas pelos professores e professoras.

Isso sem contar com a aceitação de professores contratados para ministrar aulas nas escolas em tempo integral, isso é totalmente irregular, pois a Lei Complementar 179 estabelece que somente professores do quadro efetivo podem trabalhar com tempo integral. Para o SINTESE, o número de contratados no geral está elevado e isso significa que é preciso intensificar luta pela realização de concurso público.

A direção do SINTESE reforça que é fundamental os docentes se reunirem nas escolas para construir os documentos e também participarem do ato no dia 16. O sindicato orienta aos professores que o terminarem o documento enviem ao SINTESE para que o sindicato possa oficiar aos órgãos fiscalizadores sobre a situação das escolas e dos professores das escolas em tempo integral.

 

spot_img

Últimas

Divina Pastora: paralisação conquistou audiência com gestão municipal

Professoras e professores da rede municipal de ensino da...

Denúncia do SINTESE faz TCE conceder cautelar supendendo contratações temporárias em Siriri

A partir de denúncias feitas pelo SINTESE, o Tribunal...

Poço Redondo: prefeito apresentará proposta para atualização do piso do professor no fim de agosto

Na última terça, dia 4 de agosto, aconteceu audiência...
spot_imgspot_img

Divina Pastora: paralisação conquistou audiência com gestão municipal

Professoras e professores da rede municipal de ensino da cidade de Divina Pastora iniciaram hoje, dia 11 de agosto, uma paralisação de três dias...

Denúncia do SINTESE faz TCE conceder cautelar supendendo contratações temporárias em Siriri

A partir de denúncias feitas pelo SINTESE, o Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE-SE) concedeu medida cautelar, nesta última quinta-feira, dia 6,...

Candidatos assinam carta compromisso com a Justiça e com o magistério; falta o governador cumprir a decisão do STF

Candidatos ao governo do estado de Sergipe no pleito de 2026 estiveram na sede central do SINTESE, em Aracaju, na terça e quarta-feira, dias...