No mês das mulheres, 21ª edição da Mátria conta como mulheres têm ocupado espaços de poder

Chegou o mês de março e com ele as mobilizações em defesa de um mundo mais justo e igualitário ganham evidência. Quem acompanha os movimentos sindical e sociais sabe que a batalha não se restringe a esse período e conquistas como a paridade nas direções das instituições sindicais comprovam isso.

Mas sabemos também do simbolismo do 8 de Março e toda força que carrega a partir da luta empenhada por aquelas que abriram caminhos e nos indicaram possiblidades.

Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação (CNTE), este é um mês de muito orgulho, porque traz mais uma edição da revista Mátria, nossa publicação que alcança a maioridade absoluta com o 21º número. São mais de duas décadas de reportagens que promovem debates, ideias e propostas para um novo modelo de sociedade.

Este número convida você a prestar atenção na capa. A partir da imagem da foto já histórica das mulheres presentes na posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, construímos a ideia da diversidade que esperamos ver se realizar após um período tenebroso de retrocessos e violência.

O grande destaque desta edição fica por conta da ocupação do poder por olhares e fazeres femininos, dentro e fora do Executivo, Legislativo e Judiciário. Inclusive no movimento sindical. Sabemos que ainda é necessário avançar muito, especialmente quando falamos de lugares de decisão, mas não podemos deixar de celebrar os avanços.

Abrimos este número com uma entrevista exclusiva com a comandante do Ministério das Mulheres, Cida Gonçalves, e conversamos também com a primeira senadora eleita por Pernambuco, Teresa Leitão, e a primeira mulher titular do Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil, Luciana Santos.

Seguimos em marcha com uma reportagem sobre como o feminicídio ainda se faz presente em nosso país e como destrói famílias.

Tratamos também da pobreza e dos desafios enfrentados por mães de todo o país para manter os filhos na escola e como a mercantilização da educação tem comprometido o futuro de milhares de jovens na América Latina.

Abordamos ainda um tema lamentavelmente atual, os ataques terroristas nas escolas e mostramos como discursos extremistas têm alimentado ações assim.

A Mátria apresenta também o perfil de Sonia Guajajara, à frente do primeiro ministério indígena de um país em crise social diante da miséria dos povos originários, a luta das trabalhadoras rurais para manter viva a diversidade nacional e mais um série de dicas culturais para aprender, lutar e levar para a sala de aula o debate sobre o machismo e o patriarcado.

 >> A Mátria é distribuída gratuitamente para sindicatos, escolas e bibliotecas públicas e você também pode ler aqui

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